30 out Trabalhos Científicos e Livros Publicados

Dr. Maurício Simões Abrão possui extenso material publicado, frutos de sua intensa atividade clínica e acadêmica. É autor de seis livros e, centenas de artigos e capítulos em periódicos nacionais e internacionais. Participa do corpo editorial de várias publicações em todo mundo.

 

Publicações Internacionais

Conheça alguns trabalhos científicos e médicos publicados pelo Dr. Mauricio Simões Abrão.
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Tese de Doutorado

No ano de 1996, o Dr. Maurício Simões Abrão tornou-se Doutor em Medicina na Área de Ginecologia e Obstetrícia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo com a tese intitulada “Avaliação da dosagem sérica do Ca-125 II, das proteínas C reativa e amilóide A e dos anticorpos anticardiolipina no diagnóstico da endometriose pélvica“. Neste estudo, avaliou-se a dosagem sérica do CA-125 II, das proteínas C reativa (PCR) e amilóide A (SAA) e dos anticorpos anticardiolipina (aCL) em cinqüenta mulheres, divididas em dois grupos, assim distribuídos: o grupo A, composto de quinze mulheres sem endometriose, comprovado por laparoscopia e o grupo B, representado por 35 portadoras de endometriose pélvica com diagnóstico efetuado por laparoscopia ou laparotomia. Em todas as pacientes colheram-se amostras de sangue periférico em dois momentos do ciclo menstrual: primeiro, segundo ou terceiro dias do ciclo, denominado de tempo 1, e no oitavo, nono ou décimo dias do ciclo, conceituado de tempo 2. Além da análise nos dois momentos referidos do ciclo menstrual, calcularam também para cada dosagem efetuada os quocientes entre os tempos 1 e 2 e as diferenças entre os valores obtidos nos respectivos momentos. A endometriose foi classificada de acordo com o estadiamento do American Fertility Society, em quatro estádios, sendo que os I e II foram agrupados em estádio inicial (grupo Bin) e, os III e IV, foram agrupados em estádio avançado (grupo Bav). O estudo permitiu-nos concluir que o CA-125 II apresentou níveis mais elevados em pacientes com endometriose avançada quando comparados aos níveis em mulheres sadias, sendo que o aumento foi mais pronunciado no tempo 1 das portadoras da doença; a PCR apresentou níveis mais elevados em pacientes com endometriose avançada quando comparados com os níveis em mulheres sadias, sendo que ocorreu aumento mais pronunciado no tempo 1 das portadoras da doença; a SAA apresentou níveis mais elevados em pacientes com endometriose avançada quando comparados com os níveis em mulheres sadias apenas nas dosagens realizadas no tempo 1; a IgG aCL não apresentou níveis mais elevados em pacientes com endometriose avançada quando comparados com os níveis em mulheres sadias; a IgM aCL apresentou níveis mais elevados em pacientes com endometriose inicial e avançada quando comparados com os níveis em mulheres sadias, sendo que o aumento foi mais pronunciado no tempo 1 das portadoras da doença. O CA 125 II dosado no tempo 1, isoladamente, foi o melhor marcador da endometriose avançada, seguido pela associação das dosagens da PCR e da IgM aCL no mesmo tempo.

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Livre-Docência

No ano 2000, o Dr Maurício Abrão tornou-se professor livre-docente junto ao Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, com a tese intitulada “Correlação entre o padrão histológico da endometriose e o local da doença, o estadiamento e a resposta terapêutica“. Neste trabalho, foram estudadas 412 biópsias obtidas de 241 pacientes consecutivas submetidas a videolaparoscopia ou laparotomia para diagnóstico e tratamento de endometriose pélvica no período de 1992 a 1998, com idade variando de 14 a 40 anos. As pacientes receberam tratamento com goserelina na dose de 3,6mg mensalmente durante os seis primeiros meses após a cirurgia. Realizou-se avaliação da dor e da infertilidade antes do procedimento cirúrgico. A seguir, analisou-se o local de acometimento da doença e seu estadiamento de acordo com a classificação revisada da American Fertility Society (1985). Os achados histológicos foram classificados em padrão estromal, pela presença de estroma morfologicamente similar ao do endométrio tópico; padrão glandular bem diferenciado, pela presença de epitélio glandular indistingüível dos endométrios tópicos nas diferentes fases do ciclo menstrual; padrão glandular indiferenciado, pela presença de epitélio glandular sem as características morfológicas vistas no epitélio endometrial tópico; e padrão misto. Avaliou-se a resposta terapêutica um ano e meio após tratamento cirúrgico das pacientes com dor e com infertilidade. O estudo permitiu a conclusão de que o padrão histológico indiferenciado na sua forma pura ou mista associou-se significativamente com a endometriose de septo retovaginal; o padrão histológico bem diferenciado ou estromal associou-se à endometriose nos estádios I e II da AFSr (1985), enquanto que o indiferenciado, na sua forma pura ou mista, relacionou-se com a doença nos estádios III e IV; o padrão histológico bem diferenciado ou estromal associou-se à dor pélvica de menor intensidade e melhor evolução terapêutica após um ano e meio de observação clínica do que o padrão histológico indiferenciado na sua forma pura ou mista e não se observou diferença estatisticamente significativa nos resultados terapêuticos de pacientes com endometriose e infertilidade quando se compararam pacientes com doença bem diferenciada, estromal, indiferenciada ou mista.

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Livros Publicados

Endometriose: uma visão contemporânea. São Paulo: Revinter, 2000. 278p.
Resumo: A endometriose representa uma das maiores fontes de publicações científicas em ginecologia nos últimos anos, acometendo 10% a 15% das mulheres em idade reprodutiva. O autor descreve, em dezoito capítulos, sendo a grande maioria do Setor de Endometriose da Clínica Ginecológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, a experiência com a doença, enfocando seus aspectos clínicos e terapêuticos.

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Manual de terapêutica medicamentosa em ginecologia. São Paulo: Revinter, 2002. 181p.
Resumo: Os autores descrevem de forma prática, inédita e objetiva as principais medicações indicadas para as principais afecções em ginecologia, incluindo glossário e resumo de cada tratamento.

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Câncer de ovário. São Paulo: Roca, 1997. 289 p.

Resumo: O câncer de ovário representa uma das maiores preocupações para o oncologista ginecológico. É uma neoplasia oculta do abdome, cresce rápido e apresenta alta taxa de mortalidade. Além disso, sua classificação é das mais complexas. Esse livro analisa profundamente o câncer de ovário, partindo de aspectos embriológicos e anatômicos, passando por questões de genética molecular até as modalidades terapêuticas indicadas aos diversos tipos de tumor maligno de ovário.
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50 Casos Clínicos Que Todos Ginecologistas e Obstetras Devem Conhecer

Resumo: Através de casos clínicos reais, este livro faz uma abordagem prática de 50 casos de Ginecologia e Obstetrícia vivenciados pelos autores. Buscando as melhores evidências científicas, as discussões são embasadas em informações recentes, encontradas na literatura, discutindo, de forma clara, os principais aspectos das doenças. Ao final de cada caso clínico, há um comentário realizado por especialistas no assunto, destacando os detalhes mais relevantes de cada caso. Esta obra reúne especialistas de vários serviços renomados tanto no âmbito nacional quanto no internacional, tais como: FMUSP, EPM-UNIFESP, Santa Casa de São Paulo, PUC-SP, UMC, Harvard Medical School, Mayo Clinic, Hospital AC Camargo, Maternidade Escola de Vila Nova Cachoeirinha, Hospital Santa Marcelina, IBCC, UNICAMP, Beneficência Portuguesa, UNESP, Kiel University, Pérola Byington, CAM/IMIP, FCMS, Cranfield University.

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Atlas de Cirurgia Ginecológica

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